Cinema e Ditadura Militar no Brasil
Breve histórico antes de começar
Para nos prepararmos para adentrar o período da censura da ditadura militar no cinema brasileiro, vale a pena relembrarmos como a produção do cinema da época se diferencia da produção atual. O entendimento do contexto auxiliará para iniciarmos a contar esta história.

Cena do filme Pra Frente, Brasil, de Roberto Farias. 1982
CINEMA NO BRASIL
1964 - 1985
Apesar da um grande número de produções de produtoras independentes e financiadas com recursos próprios, a criação da Embrafilme deu novo vigor para a produção cinematográfica.
Embrafilme
Na década de 70, o cinema brasileiro viveu um novo período de extrema importância para sua história, alcançando uma ocupação do próprio mercado que chegou a 35%. Essa fase teve início em 1969, com a criação da Embrafilme, cuja política protecionista implementou um forte controle da informação e do mercado. Uma política que encontrou seu ápice a partir de 1973, quando a empresa (de economia mista, mas controlada pelo Estado) passou a ser uma distribuidora de ação comercial, além de desempenhar o papel de incentivadora da produção e divulgadora do cinema no exterior.
Sob a direção de Roberto Farias, a Embrafilme obteve resultados de público praticamente inéditos para o cinema brasileiro, tendo entre seus maiores sucessos Dona Flor e seus dois maridos, de Bruno Barreto, que chegou a vender mais de 10 milhões de ingressos e até hoje é um dos filmes mais bem sucedidos da história do filmes mais bem sucedidos da história do cinema no Brasil. Num período em que o preço médio do ingresso não chegava a US$ 1, os filmes nacionais encontraram imensa acolhida popular, chegando a totalizar mais de 61 milhões de espectadores no ano de 1978.
A fase mais produtiva da Embrafilme durou até meados da década de 80, quando começou um processo de esvaziamento econômico e político que culminou com seu fechamento, em 1990. Neste ano, o recém-empossado presidente Fernando Collor de Mello determinou o fim de suas atividades, e a partir de então a Embrafilme deixou de existir. Todos os seus arquivos e bases de informação foram sucateados ou transferidos para o setor privado, ou seja, as distribuidoras estrangeiras em ação no Brasil.
Fonte adicional consultada: http://www.filmeb.com.br/

Cena do Filme Bacurau, de Kleber Mendonça Filho, Juliano Dornelles, 2019
CINEMA NO BRASIL PÓS 2018
Cinema realizado via leis de incentivo à cultura. Editais de fomento direto e leis de fomento indireto (patrocínio e apoio) nos níveis federal, estadual e municipal.
ANCINE -Agência Nacional do Cinema
www.ancine.gov.br
2019 | CENSURA E CINEMA
Em julho, saiu do ar o principal portal de informação com a censura ao cinema brasileiro durante o período da ditadura militar. O motivo apontado pelos realizadores revelam um desinteresse das políticas públicas e apoios privados em preservar essa história.
Contudo, aguardamos que o site http://www.memoriacinebr.com.br/ volte em breve.

O primeiro ano do governo Bolsonaro ver sido marcado por diversas declarações e ações relacionadas a uma possível volta da censura enquanto política de Estaco.
Algumas reportagem sobre o assunto:
https://istoe.com.br/producoes-lgbt-enfrentam-a-censura-do-governo-de-jair-bolsonaro/
https://www.huffpostbrasil.com/entry/bolsonaro-censura-arte_br_5d990381e4b099389800b974
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2019/11/05/interna_politica,803759/artist
as-reclamam-ao-stf-que-decreto-de-bolsonaro-e-censura.shtml
https://blogdacidadania.com.br/2019/12/ancine-retira-cartazes-de-filmes-brasileiros/

